Já sentiu aquele medo de torcer o tornozelo no meio de uma partida decisiva? Ou pior, já sentiu a dor latejante de uma lesão que te tira dos campos por semanas? A promessa de uma chuteira com “meinha” — ou colarinho, como preferir — é tentadora: mais suporte, mais segurança, menos riscos. Mas será que essa inovação entrega tudo que promete, ou é apenas um truque de marketing para turbinar o visual?
Tecnicamente, chamamos de “colarinho” ou “dynamic fit collar”. É aquela extensão de tecido, geralmente feito de materiais como o Flyknit da Nike ou o Primeknit da Adidas, que envolve o tornozelo, criando uma conexão mais “integrada” entre o pé e a chuteira.
A ideia surgiu da busca por uma sensação de “segunda pele”, eliminando espaços vazios e proporcionando um ajuste mais firme. Os fabricantes argumentam que isso aumenta a propriocepção (a capacidade de sentir a posição do seu corpo no espaço) e, consequentemente, melhora a agilidade e a resposta aos movimentos.
Na prática, a coisa é mais complexa. Já usei chuteiras com colarinho em gramados sintéticos e em campos de terra batida. A sensação inicial é de um ajuste mais firme, sem dúvida. Mas a proteção contra torções… aí a conversa muda.
O colarinho, por si só, não impede uma torção grave. Ele pode oferecer um certo suporte adicional, limitando movimentos bruscos em situações menos extremas. Pense nele como um cinto de segurança: ajuda em pequenas colisões, mas não te salva de um impacto violento.
O que realmente protege o tornozelo são outros fatores: a estrutura da chuteira, o reforço no calcanhar, a estabilidade da sola e, crucialmente, a sua própria técnica de jogo e condicionamento físico.
Embora o colarinho possa parecer uma inovação fantástica, ele também apresenta algumas desvantagens:
Primeiro, pode dificultar a colocação e a retirada da chuteira, especialmente se o material for muito rígido. Segundo, em climas quentes, o colarinho pode aumentar a transpiração e o desconforto, já que ele retém mais calor. Terceiro, alguns jogadores relatam irritação ou atrito na área do tornozelo, principalmente se o colarinho não for bem ajustado.
Dica de Especialista: Se você optar por uma chuteira com colarinho, experimente-a com meias de diferentes espessuras para garantir o ajuste perfeito. E não se esqueça de amaciá-la antes de usá-la em uma partida importante!
A escolha da chuteira ideal é uma decisão pessoal, que depende do seu estilo de jogo, do tipo de campo e das suas preferências individuais. Se você está considerando uma chuteira com colarinho, leve em conta os seguintes fatores:
A resposta não é simples. Se você busca um ajuste mais firme e uma sensação de “segunda pele”, a chuteira com colarinho pode ser uma boa opção. No entanto, não espere que ela te transforme em um super-herói imune a lesões. A proteção do tornozelo depende de uma combinação de fatores, incluindo a sua própria técnica, condicionamento físico e a qualidade geral da chuteira.
Lembre-se: o marketing por trás das chuteiras com colarinho é forte, mas a realidade é mais sutil. Experimente, compare e escolha com sabedoria. E, acima de tudo, priorize o seu conforto e a sua segurança.
Agora que você tem todas as informações, qual será a sua decisão? Vai apostar na chuteira com “meinha” para turbinar o seu estilo e buscar um pouco mais de suporte, ou vai preferir um modelo mais tradicional, focado na performance e na segurança comprovada? Compartilhe sua opinião nos comentários e vamos trocar ideias!
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